A série "The Crown" sempre teve como foco a vida da Rainha Elizabeth II, desde sua juventude até os anos mais recentes de seu reinado. As primeiras temporadas, aclamadas pela crítica e pelo público, exploravam a complexa personalidade da monarca, suas dúvidas, medos e desafios, contextualizando-os com os grandes eventos históricos de sua época.
O sucesso da série residia na habilidade de Peter Morgan, o roteirista, em humanizar a figura da Rainha, mostrando-a como uma pessoa comum, com emoções e conflitos, por trás da figura pública. As atuações de Claire Foy e Olivia Colman, que interpretaram a Rainha em diferentes fases da vida, foram elogiadas por capturarem a essência da personagem.
No entanto, as últimas temporadas da série, que abordam eventos mais recentes e próximos do presente, como o casamento de Charles e Camilla e o relacionamento de William e Kate, foram consideradas por muitos como inferiores às anteriores.
Os erros fatais
- Perda do foco na Rainha: A Rainha Elizabeth II, que era o coração da série, perdeu protagonismo, com as tramas secundárias ganhando mais destaque.
- Falta de sutileza: A especulação psicológica, que era uma marca da série, tornou-se mais forçada e menos convincente, especialmente ao abordar temas mais sensíveis e próximos do presente.
- Sensacionalismo: A série passou a dar mais ênfase aos aspectos mais sensacionalistas da história da família real, como os escândalos e os dramas pessoais, o que a afastou da proposta inicial de ser um drama histórico.
- Proximidade com o presente: A dificuldade de preencher as lacunas da história com especulações convincentes aumentou, já que os eventos mais recentes são mais documentados e conhecidos pelo público.
A série, que antes era elogiada pela capacidade de contar a história da Rainha Elizabeth II de forma envolvente e perspicaz, perdeu sua essência


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