quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Nova turma de Ciências Contábeis chega ao mercado # Victor Coelho e Alciéia Cabelino projetam parcerias sociais # As noivas meninas da revista Cláudia

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tendencias 2018 verão

Os anos 80 vêm por aí

Se você é dessa geração deve se lembrar muito bem dessa época que ficou muito marcada pelos seus exageros fashions, muita cor, acessórios grandes, estampas geométricas, cabelos geométricos, bastante maquiagem de cores fortes, brilhos e tudo que herdou dos anos 70, a era disco.
Nos desfiles que apresentaram as tendências 2018 pudemos perceber o passeio que as mentes criativas fizeram pela década de 80, porque nas passarelas houveram muitas estampas geométricas e prints que remetiam diretamente para essa década.


CONQUISTA - Parabenizamos os formandos em Ciências Contábeis 2017: Karla, Luciana Pinto, Geisiane, Luana, Hellem, Neusilene, Iara, Josiane, Juliane, Sulaima, Milena Weverton, Sabrina, Luziana, Igor, José Acacio, Luciana Jordão, Gisele, Leonardo, Gabriela, Daniella, Thiago,  Bruno, Kerlen, Que o sucesso seja uma constante em suas vidas! DIVULGAÇÃO 





JERÔNIMO MONTEIRO - O caparaó capixaba recebeu mais uma agência do Sicoob Sul em concorrido café da manhã nesta quinta(21). No registro, Nailson Dalla Bernardina, Luiz Carlos Nemer, Winston Roberto,  D. Teresa e o prefeito Sérgio Farias Fonseca foram prestigiar Rubens Moreira (centro), presidente da cooperativa.  FOTO RAMON BARROS 

VEJA A GALERIA COMPLETA DO SICOOB SUL EM JERÔNIMO MONTEIRO CLICANDO AQUI 







PARCERIA - O prefeito Victor Coelho pretende levar sua administração a trabalhar com a Rochativa. Num recente encontro com a presidente Alcileia Cabelino ele e a secretária de educação Cristina Lenz planejaram ações. FOTO RAMON BARROS 


 

GUAÇUÍ  - Uma visita ilustre esteve na dando seu grito de guerra que conquistou o Brasil: Paulo Cintura - by Escolinha do Prof. Raimundo - visitou a CrediGuaçuí e posou com Erica, João Leonel, Nilson, William, Otávio, Erivelto, Igor, Rosana e seu amigo Vicente. FOTO DIVULGAÇÃO 


VEJA O GRITO DE GUERRA DE PAULO CINTURA VISITANDO GUAÇUÍ - CAPARAÓ CAIXABA 






NAS MONTANHAS
Reveillon no Bristol Vista Azul será recheado com muitas surpresas, cheias de charme da região serrana. Vamos detalhar todas AQUI. 



NO CAPARAÓ
Já quem gosta das outras riquezas capixabas, o Hotel Vovôzinho em Guaçuí preparou uma programação especial para a hora da virada. 



NO PASSADO
Alguns políticos ainda mantém a velha forma de aparecer em fotos, fazendo pose e olhando para ter certeza que estão sendo fotografados.


MKT POLÍTICO
Bom os assessores ficarem de olho, pois o que parece normal influencia negativamente quem tem foco nas eleições de 2018. 


CONTEÚDO EXCLUSIVO ONLINE 










Noivas meninas: As crianças casadas no Brasil










“Um homem queixou-se à sogra, porque sua mulher, de 12 anos, nunca estava em casa quando ele chegava. Passava as tardes brincando de boneca com a filha da vizinha, deixava a roupa sem lavar, a cozinha suja…”. Reportagem destrincha uma realidade pouco divulgada no Brasil: o casamento infantil

crianças casadas Brasil
Reportagem revela quem são as crianças casadas no Brasil (Imagens: Victor Moriyama/Revista CLAUDIA)
Patrícia Zaidan, MdeMulher
Nunca tinha ouvido falar em casamento infantil no Brasil até 2013. Fiquei estarrecida. Como podia ser verdade? Supunha que fosse uma realidade da África Subsaariana ou do Sul da Ásia, onde fome ou tradições e ritos se impõem. Quem deu a informação foi a assistente social Neilza Buarque Costa, da ong Visão Mundial, ao debater o documentário Girl Rising (Richard Robbins), segundo o qual 66 milhões de meninas estão fora da escola, em todo o Planeta, e uma das razões é o matrimônio precoce. Mas eu imaginei: se tem aqui, deve ser uma situação isolada num rincão profundo.
Por dois anos não me saiu da cabeça um caso da Paraíba, que Neilza contou à plateia: um homem queixou-se à sogra, porque sua mulher, de 12 anos, nunca estava em casa quando ele chegava. Passava as tardes brincando de boneca com a filha da vizinha, deixava a roupa sem lavar, a cozinha suja… Comecei a pesquisar. Tive notícias de tantas adolescentes se submetendo a um marido violento, com dois ou três filhos nos braços. E de homens – alguns com mais de 40 anos – que adoram casar com menininhas firmes de carne e a quem eles podem moldar o caráter.
O tema passou a me doer. A reportagem “Noivas Meninas” está nas bancas, na edição de janeiro, de CLAUDIA – um fôlego que juntou o fotógrafo Victor Moriyama, a estagiária Gabriela Abreu e eu. A primeira descoberta: não se trata apenas de casos em um grotão perdido. O casamento infantil ocorre na maior economia brasileira – a cidade de São Paulo -, na região metropolitana de Curitiba, no Tocantins, em Minas, nas capitais do Pará e Maranhão… Difícil descobrir onde não tem. Hoje, 554 mil garotas de 10 a 17 anos são casadas, calcula um estudo do Instituto Promundo, com base no IBGE, publicado em setembro passado. Como a lei considera crime o sexo com menores de 14, mesmo que consensual, a maioria das uniões é informal. Ainda assim, em 2013, Campo Grande casou no cartório o maior número de brasileirinhas. Partimos atrás de uma amostra nacional. O texto começa assim:
“Catingueiras magricelas e peladas, sol forte, uma cabrita, um bode e algumas galinhas são quase tudo que Ivonete Santos da Silva, 14 anos, vê ao longo do dia e por semanas a fio. Mãe de Rayslani, 1 ano, ela dorme cedo. A casa de taipa onde vive, no sítio Lagoa Nova, em Inhapi (AL), a 289 quilômetros da capital, Maceió, não tem lâmpadas nem TV. Ivonete juntou-se aos 12 anos com Sislânio Silvério, 21, seu primo. Deixou a escola sem aprender a unir as letras: “Era aperreio demais, tudo acontecia na hora do almoço, tinha que fazer comida, me arrumar, sair para estudar”. Não se arrepende. “Só quando estou bem estressada, limpando a casa, e a menina acorda chorando, penso: ‘Meu Deus, o que eu fiz?’ ” Ainda assim, considera que está melhor do que no tempo em que vivia na casa materna. “Um dia, saí calada, o povo estava todo lá pra dentro. Fui embora com Sislânio.” Ele trabalha na roça. Quando tem roça. Há cinco anos, o sertão enfrenta uma seca bruta; a terra está tão dura que é impossível plantar. Na única panela, no fogãozinho de barro, há feijão. Ivonete não faz planos, não pronuncia desejos – pelo menos a estranhos que invadem sua rotina -, mas responde como se sente: “Não sei direito. Sou um pouco mulher, pequena demais, meio criança também”. Quando fecha os olhos, do que se lembra? “De mim desenhando pé de maçã, árvore de morango.” Mesmo que morangos amadureçam a não mais que 30 centímetros do chão, era esse seu deleite na sala de aula. Queria ser professora, acha que não dá mais tempo. “Espero que minha filha case bem tarde, só com 17 anos, e não engane a escola para aprender tudo bem direitinho”, diz.
meninas casadas Brasil
Ivonete da Silva, 14 anos, é mãe de Rayslani, de 1 ano. Thainá Darri, 17, casada desde os 15, está grávida e desistiu de estudar (Imagem: Victor Moriyama/Revista CLAUDIA)
Depois de Inhapi, percorremos Canapi (AL), Colombo (PR), e uma das maiores favelas do país, Heliópolis – não haveria nenhuma dificuldade de encontrar meninas casadas nessa comunidade paulistana. Enquanto Victor fotografava, ali, Thainá Darri, 17 anos, casada desde os 15, dezenas de meninas iam se juntando para saber o que fazíamos. Dei a pauta e elas quiseram saber porque tanta curiosidade sobre algo tão comum. Várias, entre 14 e 16, carregavam um filho.
Thainá é um caso diferente, tem uma consciência política clara, é feminista, está no conselho do meio ambiente da região e é a única das entrevistadas que concluiu o segundo grau. Acabava de receber o resultado do laboratório – positivo para gravidez – e decidiu adiar os planos de fazer uma faculdade. No seu discurso, me chamou a atenção a explicação para seu casamento aos 15: queria privacidade com o namorado e, de certa forma, proteção. “Aqui, as meninas se jogam no funk, bebem e nem sabe quem é o pai do filho delas. O casamento me poupou disso.”
meninas casadas Brasil
Ana Clara e o marido Jaílson
Mãe de Michel Júnior, casada em Canapi desde os 14, Ana Clara dos Santos, 16, fugiu de casa para ficar com seu amado, Jaílson de Oliveira, na época com 16. Duro para ambos é deixar o bebê aos cuidados da mãe de Ana, porque eles não têm condição financeira de criá-lo. A alagoana Jamille Henrique ganhou, aos 14, uma aliança e se viu livre da lida pesada com seus oito irmãos, além do jugo do pai alcoólatra. Embora tenha em Marcelo um parceiro divertido, e com quem gosta “de brincar e de fazer sexo”, seu semblante é triste e sua concepção sobre a vida de mulher, medonha: “Todas apanham. Não acho bom, mas é o que acontece”.
Monique e sua Maria Clara
Monique e sua Maria Clara
Monique Barbosa, aos 15, parece uma madonna, de Michelangelo, com sua Maria Clara sempre a tiracolo. Essa Pietá de Colombo (PR), queria ser policial, mas desistiu, está fora da escola, cansada dos afazeres domésticos e do ciúme do marido. Na mesma cidade, Joyce Pinheiro, mãe de gêmeas aos 15, teme as estrias e que o marido a troque por uma menina mais magrinha. Ela conta: “Das 20 colegas que estudavam comigo, 16 estão casadas ou são mães solteiras”. Ouvimos vários especialistas para entender o fenômeno.
Joyce, Kauany Vitória e Karyne Manuele
Joyce, Kauany Vitória e Karyne Manuele
Saio das reportagens carregando as personagens em mim. Demoro a tirá-las do pensamento. Ivonete, a sertaneja do sítio sem luz, me abraçou longamente quando nos despedimos. Prometi enviar uma revista para alguém ler para ela. E também uma fotografia ampliada. Essa menina-mãe nunca teve uma foto sua. De todas as personagens, foi a que mais interagiu com a câmera. Tem uma força no olhar inexplicável. Encarava as lentes de Victor com muita naturalidade e firmeza. Fico imaginando como Ivonete fará para desamarrar o nó, desbancar seu destino e vencer as agruras todas que enfrenta desde o nascimento. Algo me diz que ela vai conseguir.
PS.: A íntegra da reportagem está na revista CLAUDIA, já nas bancas, ou A Q U I 







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